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Quando as árvores não deixam ver o bosque!!!

Todos nós sabemos que o simples facto de lidar com pessoas, é bastante delicado, tendo em conta que todos nós somos diferentes nos mais inúmeros aspectos. Mais difícil se torna quando existem objectivos diferentes entre aluno e professor.

 O objectivo supremo da Defesa Pessoal, não é frequentemente visível à vista de quem não se aprofundou verdadeiramente neste caminho. Entretanto, o impulso da sua busca é comum em todos os seres, por isso os verdadeiros professores o detectam indefectivelmente, atrás do olhar ansioso e faminto de conhecimentos dos seus novos alunos.

 O seu verdadeiro trabalho, não consiste somente, em ensinar uma técnica e não deixar que ela crie desvios, perdendo-se nos mil e um becos que este caminho oferece, mas sim em todos os aspectos envolventes na formação de um homem.

 Nem é preciso dizer que professores como estes à bem poucos. A maioria, simplesmente trata de deixar a sua marca, transmitir a sua versão, de elevar o seu ego e o seu ’modo’ até ao topo Universal, perpetuando os seus erros e acertos, para assim satisfazer os seus defeitos e faltas, que serão muitos, pois só o próprio sentido de unidade com tudo, (consciente, fluida e natural) pode preencher infinitamente tudo e todos.

Quando a Defesa Pessoal é interpretada como via de conhecimento, torna-se num caminho interminável ,mais do que um caminho de acumulação. A primeira coisa que deve deixar de lado é a arrogância. Isto acontece quando se compreende, o quanto pequenos nós somos interiormente.

No entanto quando esta se cura, o Cinto Negro que se encontra em volta da nossa cintura, é simbólico, podemos dizer que é preciso voltar a iniciar o processo, ‘esquecendo’ a técnica para encontrar a naturalidade.

 Outra selecção muito menos visível acontece dai em diante, em que só alguns Cintos Negros conseguem e estão capacitados para passar à seguinte etapa, tentando encontrar o movimento natural, esquecendo, desprendendo-se daquilo que tão que tão dificilmente foi conquistado e adquirido inicialmente (Processo que vai de neófito a Docente 1ºGrau). No processo, o Cinto Negro ‘desgastado’ volta a ser simbolicamente ‘Cinto Branco’ de novo.

 Ou seja tudo isto visto e avaliado numa pirâmide selectiva desde o neófito, que a principio fica deslumbrado pelas técnicas e seus resultados, até Atingir o Cinto Negro, são várias as etapas e patamares de instrução, avaliação e desempenho que o Professor terá de ter. Para além de tudo isso terá de reavaliar tudo, e recomeçar o novo processo de instrução e formação de Cintos Negros.

 É este o caminho a seguir? Os números dizem que não!!!. Vivemos enjaulados, o homem, pois, em grande numero de casos é o causador dos seus próprios infortúnios, mas, em vez de reconhece-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a providência , a má fortuna, a má estrela, ao passo que tudo isso é apenas a sua incúria, em que por vezes até se torna capaz de dizer que, as árvores não deixam ver o bosque!!!


 

A Loucura de ser diferente: Você é um insano?

 

O homem que sabe e sabe que sabe é sábio. Siga-o.

O homem que sabe e não sabe que sabe está dormindo. Desperte-o.

O homem que não sabe e sabe que não sabe é humilde. Ensine-o.

O homem que não sabe e não sabe que não sabe é um tolo. Fuja dele.

Mark Tier

Você já sentiu medo de ser diferente das outras pessoas? Já se sentiu pressionado para pensar, sentir e agir de acordo com um determinado padrão? Bem vindo ao mundo real! Quem de nós nunca se sentiu dessa forma? Gostava de para melhor compreensão vos relatar a seguinte historia:

 “Certa vez, Khidr, o professor de Moisés , fez um alerta à humanidade. Numa determinada data, todas as águas do mundo, menos as especialmente reservadas, desapareciam. Em seguida seriam substituídas por uma água diferente que deixaria os homens loucos. Apenas um homem entendeu o significado desse aviso e guardou uma certa quantidade de água num lugar seguro, esperando acontecer a mudança.

 Na data indicada os rios deixaram de correr ,os poços secaram e o homem que tinha entendido, vendo tudo acontecer, foi para o seu esconderijo e bebeu a água reservada. Quando viu, do seu posto seguro, que as cascatas estavam novamente a correr água , ele voltou ao convívio dos outros filhos dos homens, observando que eles agora pensavam e falavam totalmente diferente mas não se lembravam do que tinha acontecido, nem de terem sido avisados.

 Quando tentou falar com eles, percebeu que o julgavam louco, e se mostravam hostis ou compadecidos, mas não o compreendiam. No inicio ele não bebia da nova água, voltando ao seu esconderijo todos os dias para se abastecer nas suas reservas. Finalmente não suportando mais a solidão em que a sua vida se tinha transformado, porque ele se comportava e pensava diferente de todo o mundo, resolveu beber da nova água. Bebeu e se tornou um deles. Depois não se lembrou mais da sua reserva de água especial e passou a ser visto como o louco que havia milagrosamente recuperado a razão”

 É incrível, quanto mais analisamos, lidamos e conhecemos historias da vida das pessoas mais se identifica este tipo de comportamento pois elas, na sua grande maioria, procuram moldar aquelas que se diferenciam do grupo, seja nos relacionamentos amorosos, sociais ou profissionais.

 sto pode ser facilmente reconhecido nas diferentes organizações. Na organização familiar vemos muitos casais sabotando-se mutuamente, onde um corta as asas do outro, seja não estimulando os projectos de vida individuais, que cada um deve possuir o mesmo sendo casado, ou sabotando os desejos do outro com chantagens. Pais que fazem tudo para influenciar os filhos adolescentes a optarem por uma profissão (segura), se é que isso existe, acreditando sempre saber o que é melhor para os seus rebentos e minando o seu processo de evolução e amadurecimento.

 Nas organizações profissionais não é diferente, aquele profissional incrível que chegou cheio de ideias e projectos que foi contratado justamente devido a esse perfil, vai aos poucos percebendo que o seu sopro de revitalização e energia não é tão bem recebido quanto ele imaginava.

 Veja bem é preciso ter paciência, se adaptar à realidade da empresa e do mercado… com isso todos vão esquecendo as águas dos seus reservatórios e sufocando a sua própria singularidade. Assim. Pessoas promissoras afogam-se em seus próprios talentos na ânsia de enquadrar-se em padrões, esquecendo-se que muitas vezes a melhor opção é o percorrer o caminho diferente, pois seguir por onde todos já passaram nos levará exactamente para o mesmo lugar onde todos já estiveram.

Pense nisso, não tenha medo de si mesmo, de (enlouquecer) de vez em quando, talvez nessa loucura é que resida a melhor parte de você.

Treinar com Conciência

1ª Regra de Defesa Pessoal

Sei que Aprendi o Suficiente

Bushido - O Caminho do Guerreiro

A Loucura de ser diferente Você é um insano

Quando as árvores não deixam ver o bosque!!!

 

O que é obvio

Dar por assente coisas é de um acto económico próprio da nossa natureza humana. Pensamos que uma coisa é tomada por elementar e obvia. Crasso erro. O catalogo da ignorância é infinito, enquanto o do conhecimento é sempre limitado. Não importa quão básico seja o elemento do catalogo, haverá sempre algum ponto impensável que nunca fez acto de presença.

A educação tornou-se uma acumulação de dados e dado o que catalogo humano não pára de crescer, o enciclopedismo e as suas consequências , escravizam-nos com informação em demasia, sem que ninguém explique o que é importante, ou seja como processar esses dados e principalmente, quem é que os processa .Educar vem do latim “ educare” - extrair o que levamos por dentro mas agora os educadores já não o são, são sim alimentadores de dados. Nos dias de hoje as crianças aprendem longas listas de coisas que provavelmente nunca na vida lhe irão servir para nada e que mais cedo ou mais tarde acabarão por esquecer, para deixarem espaço livre no “disco rígido”.

Mas não sejamos ambiciosos, que eu já me estou a fazer de estupendo. Para além as virtudes da alma a lista de conhecimentos essenciais de uso quotidiano e realmente úteis é comprida mas não tanto, ao ponto de alguém com influencia nisto da politica educativa não parar para pensar nela. O mal é que não pensam, e quando o fazem como ninguém lhes ensinou pensam mal. A mim, e assim de repente, ocorrem-me mil coisas muito mais importantes que a lista dos reis Godos, ou a tabela periódica dos elementos.

 Coisas como limpar o rabo! Como limpar o rabo com água em vez de o fazer com papel higiénico (quem foi que chamou higiénico a essa acção tão anti-higienica , atroz acumulador de sujidade?); ou ensinar a cozinhar. Sim a cozinhar! Ou por acaso comer não é essencial para manter a vida? Então porque ninguém nos ensina? As crianças deveriam aprender a comer e em vez das regras de como pegar oportunamente na faca, o que também não é nada mau, podíamos insistir em coisas que me parecem muito mais importantes: que tal mastigar? Não nos enchermos de líquidos durante a comida, como combinar os alimentos ou uma coisa tão valiosa como aprender a desfrutar de tudo. Sem duvida não há melhor maneira de mostrar a gratidão Universal que comer tudo. Por outro lado quando se come tudo, tem-se muito mais possibilidades de que a mente não seja unidireccional, fanática, obsessiva e monotemática (o que não é pouco nos tempos que     correm), ao fim a ao cabo, somos o que comemos.

 Que tal coser? Ou esperamos que durante toda a vida os rapazes nunca tenham um botão descosido? Os cheirosos rastos que eventualmente sentimos ao passearmos pela rua, ou aquele empregado de mesa de axilas mal cheirosas, fazem-nos compreender que não são poucos aqueles a que ninguém ensinou como e quando lavar-se. Nisto da higiene as faltas são imensas, incluindo essa de lavar as mãos depois de urinar; quanto a vocês, não sei, mas eu ando bem limpinho nas minhas partes e lavar as mão antes parece-me mais importante ainda. Podíamos muito dizer e mais avançar entrado em campos de vital importância como primeiros socorros, segurança pessoal e que tal aprender a relação entre corpo emoção e mente. A lista de assuntos para o quais ninguém nos prepara é incrível , claro depois vêm mil e um problemas, as depressões, o stress, as crises de identidade, ansiedade, etc.

 Mas se não sabemos relacionar com nós mesmos, como pode ser a nossa relação com os outros? Pois assim… um desastre! Primeiro na família, depois na vida social, e não falemos no casal, porque não haveria espaço aqui, nem em todo um livro.

 Eu penso, consoante o que tenho visto, que a educação, além de não ser já tal coisa, se tornou um processo perverso, desconcentrado e sem qualquer bom senso, que só pode produzir um importante aumento de tarados. Grave coisa, num mundo onde os humanos já são demasiados e onde, desde já não cabe mais um parvo. As matérias relacionadas com o que denominam de “humanismo” estão a ser postas de lado, e com isso a esperança de termos um grupo de ovelhas, em vez de um conjunto de indivíduos “humanos” está a consagrar-se       consistemente.

Sem me perguntarem, se o que escrevo é lido e percebido por todos, gostaria de salientar que primeiro escrevo para mim e depois para os outros. A cultura é cultivar-me e para isso é preciso saber usar o arado, porque ficar em como dar o pontapé frontal, sem explicar que com os pés sujos não se entra no tatame, (nem em parte nenhuma!), não é estar a fazer bem o trabalho.


Bushido - O Caminho do Guerreiro

Bushido significa literalmente, ‘Caminho do Guerreiro’ - Era um código de honra não escrito e um modo de vida para os Samurais ( a classe guerreira do Japão feudal ou bushi), que fornecia paramentos para esse guerreiro viver e morrer com honra.

Seguir o Bushido, é dar ênfase à lealdade, fidelidade, auto sacrifício, justiça, modos refinados, humildade, espírito marcial e honra acima de tudo, morrer com dignidade.

 Bushido é influenciado pelos conceitos do Budismo, Xintoismo e Confucionismo. A combinação dessas   doutrinas formaram o código de honra do Guerreiro Samurai, conhecido como Bushido.

 No geral guerreiro é aquele que busca o seu próprio caminho. Muitas pessoas podem estar perfeitamente a procura de algo. Guerreiro é a pessoa que tem um objectivo, que por meio deste, passa a ter consciência de suas capacidades e limitações. Através dessa consciência, o guerreiro atinge a sua meta, combinada com vontade de vencer fraquezas temores e limitações.

 Cada pessoa escolhe o seu caminho, já que existem vários caminhos como o caminho da cura pelo médico, o caminho da literatura pelo poeta ou escritor, e muitas outras artes e habilidades. Cada pessoa pratica de acordo com a sua inclinação. Por isso pode-se chamar de guerreiro aquele que segue o caminho especifico.

 Porém no Bushido, a palavra guerreiro significa muito mais do que isso. O termo Bushi não pode ser designado a qualquer um. O Bushi é deferente, pois os seus estudos o caminho baseiam-se em superar os homens. A casta guerreira se distingue das demais por sua fidelidade e honra, a palavra do guerreiro vale mais do que tudo.

 Quando o guerreiro assume uma responsabilidade, mantêm a sua palavra. Os que prometem e não cumprem, perde respeito próprio, tem vergonha de seus actos e sua vida consiste em fugir, gastam mais energia dando desculpas para desonrar sua palavra, do que o guerreiro usa para manter o seu compromisso.

 O caminho do guerreiro é o caminho da pena e da espada, esse conceito vem do antigo Japão feudal e determinava que a nobreza (Bushi) dominasse tanto a Arte da Guerra quanto a leitura, e que ele deve apreciar ambas as artes. O Bushi deve aprender o caminho de todas as profissões, se informar sobre todos os assuntos, apreciar as artes e quando não estiver ocupado em suas obrigações militares. É seu dever estar sempre a praticar algo, seja leitura ou escrita, armazenado em sua mente a historia antiga e o conhecimento geral, comportando-se bem a todo o momento para ter uma postura digna de um Samurai, tudo isso sem desviar do verdadeiro caminho, o Bushido.

 A etiqueta deve ser seguida, todos os dias da vida quotidiana, assim como na guerra pelos Samurais. Sinceridade e honestidade são as virtudes que avaliam suas vidas. Transcender um pacto de fidelidade completa e confiança está ligado á dignidade. Os Samurais também precisavam de auto controle, desapego e austeridade para manter sua honra, em função disso podemos dizer que o Samurai é o guerreiro completo e seu código de honra ‘ O Bushido ’ tem forte influência no estilo de vida do povo Japonês e oferece uma explicação do carácter e da indomável força interior desse povo.

 Para o Bushido, o caminho do guerreiro exige que a conduta de um homem seja correcta em todos os sentidos, desta forma, e preguiça é um mal que deve ser abominado. Mas existe problemas quando a pessoa se apoia no futuro, pois torna-se preguiçosa e indolente, já que deixam para amanhã, aquilo que poderia ser feito hoje. Pessoas que agem desta maneira, não seguem o verdadeiro preceito do Bushido, que de um modo geral, é a aceitação resoluta da morte…

Podemos ser nós, os novos Samurais adaptados ao presente, pondo de lado a espada da ignorância, para tornarmo-nos nos novos guerreiros da sabedoria e do conhecimento...

Resumindo Bushi é aquele que segue o caminho do guerreiro. Miyamoto Musashi Dizia:

Os Homens devem moldar o seu caminho. A partir do momento em que você ver o caminho em tudo o que fizer, você se tornará o caminho.

 

Sei que APRENDI o SUFICIENTE

A tarefa mais difícil à qual se enfrenta um treinador é a de inculcar crenças, moral e filosófica. É mais difícil do que ensinar. A todos os treinadores acontece isto em algum momento por que, quando começam a maioria dos alunos só estão interessados nos objectivos mais mediatos e nas técnicas de luta ou defesa, e estão menos ou nada interessados na moral ou filosofia das Artes Marciais ou Defesa Pessoal.

 Indo mais longe muitos ficam satisfeitos após um breve período de tempo, quando podem dizer ‘Já sei, já aprendi o suficiente’.

Como o desejo determina a capacidade de aprendizagem, não é possível ensinar a um egoísta. O espectáculo que podem dar aqueles que pensam que dominam uma Arte só por terem ganho uns poucos torneiros desportivos, seria absurdo, porque os supostos campeões acabarão por abrir uma escola, e auto-proclamando-se Mestres, é trágico por que afirmarão que ensinam Artes Marciais, ao mesmo tempo que negam as origens das mesmas.

Para ensinar é preciso ser maduro digno de confiança e capaz de entender quem quer aprender assim como o que se ensina. Uma pessoa egoísta nunca admite ter-se enganado, só sabe culpar os outros.

 Deixa o teu EGO em casa. Tomando como exemplo a seguinte situação: